TRIPOLLI
SEDUTOR, INSTINTIVO, AGRESSIVO, OBSESSIVO E…TALENTOSO, EXTREMAMENTE TALENTOSO TRIPOLLI SABE O QUE QUER E VAI FUNDO . FAZ A FOTO ACONTECER,SABE COMO? A MODELO SE ” DISSOLVE” E SE TRANSFORMA EXATAMENTE NA MULHER QUE ELE IMAGINA, QUASE SEMPRE PROVOCANTE, QUASE SEMPRE INSTIGANTE. ENTÃO,SÓ ENTÃO, O CLIQUE DISPARA.LOUCAMENTE, APAIXONADAMENTE, IMPETUOSAMENTE.
AS FOTOS DE LUIZ TRIPOLLI ( CABELOS VOANDO, OLHAR DE MORMAÇO) MARCARAM OS ANOS 70.
A CONSCIÊNCIA-FASHION AINDA ESTAVA APENAS COMEÇANDO A NASCER…A MODA ERA UM PLANETA NOVO. ABSOLUTAMENTE DESCONHECIDO, QUE RARÍSSIMOS “ILUMINADOS” FREQUENTAVAM. LUIZ TRIPOLLI JÁ ESTAVA LÁ, MUDANDO O CAMINHO DAS COISAS, SACUDINDO,ASSUSTANDO, ENCANTANDO, EMOCIONANDO.
SUAS FOTOS FALAVAM DE MULHERES LINDAS, SENSUALÍSSIMAS, QUASE SEMPRE CLICADAS NO SEGUNDO EXATO DE UM MISTERIOSO ORGASMO, QUE ELE, SÓ ELE, TINHA O ESTRANHO PODER DE ETERNIZAR. UI!
REGINA GUERREIRO
“NÃO BASTA APERTAR O BOTÃO. TEM QUE EMOCIONAR.”
Dessa maneira, compreende-se a afirmação do crítico e historiador da fotografia Rubens Fernandes Júnior a respeito das fotografias de Tripolli: “Suas imagens são registros de intenções bem definidas, pré-determinadas, que buscam flagrar nas sensações humanas, a explosão dos desejos do inconsciente coletivo”.
LINHA DO TEMPO
1949 – Nasce Luiz Claudio de Campos Tripolli (Rio de Janeiro, RJ, 1949). Ainda na adolescência, frequenta aulas na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde conhece um laboratório fotográfico e decide se tornar fotógrafo profissional.
1964 – Autodidata, inicia a carreira, como fotógrafo de eventos
1965 – Publica seu primeiro ensaio na revista Fairplay, pioneira no gênero do nu feminino no Brasil
1969 a 1978 – colabora com a Editora Abril, publicando imagens em diversas revistas
1973 – lança a publicação O Arquivo Secreto do Fotógrafo Tripoli, misto de revista e livro, distribuída em bancas de jornal
1977 – Destaca-se como fotógrafo de nu feminino, moda e publicidade, colaborando com revistas e agências de publicidade brasileiras. Nesse período, publica os livros Mulatas (1977) e Meus Olhos (1978).
1980 – participa da 1ª Trienal de Fotografia, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).
1990 – 1999 – Nesta década se torna diretor de filmes comerciais e diretor de fotografia no Brasil e no Exterior, principalmente Itália, França e Espanha. Destaca-se o curta-metragem Sonho de Boneca, em 1999 é premiado no Festival sobre diversidade sexual Mundo Mix pelo filme Spirit.
2004 – Duas exposições individuais: Mistura Fina, no Centro de Cultura Judaica e Quase Todos os meus Amores, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), com publicação de livro homônimo.
2005 – exibe no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) a mostra retrospectiva Tripolli – 40 Anos de Fotografia.
2007 – Idealiza o projeto “Top Night Mercedes-Benz”, colaborando com a marca nos próximos 11 anos (2007 a 2018)
2010 – lança o livro Olho Mágico, contendo cem retratos de personalidades nacionais e internacionais realizados desde 1967.
2010 – Lança sua própria galeria de arte para comercializar o seu trabalho como artista e impulsionar jovens talentos, no bairro do Jardins, em São Paulo, Brasil.